Devido a novas exigências do edital do Processo Seletivo 2010 da EPSJV, será obrigatório, já no Requerimento de Inscrição, o número do CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) do candidato. Portanto, os interessados em participar da seleção devem providenciar o documento.


A EPSJV informa ainda que, no dia da prova, também será obrigatória a apresentação da carteira de identidade do candidato.
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Educação Profissional em Saúde: uma análise a partir do censo escolar 2002



Junho de 2004

Este estudo foi elaborado em 2003, a partir da demanda da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde. Seu objetivo geral foi subsidiar as discussões acerca dessa temática na 12a. Conferência Nacional de Saúde, bem como as instâncias gestoras do Sistema Único de Saúde para a formulação e implementação de políticas de formação em saúde.

 

Coordenado pelo Observatório dos Técnicos em Saúde, este estudo foi realizado em conjunto com o Núcleo de Estudos de Saúde Pública da Universidade de Brasília - NESP/UNB. De natureza quantitativa, buscou analisar o sistema formador da educação profissional técnica em saúde no país a partir do censo escolar 2002, considerando os estabelecimentos de ensino, os cursos oferecidos e os alunos matriculados e concluintes. As instituições são distribuídas pelas regiões brasileiras e apresentadas segundo vínculo institucional - pública ou privada; os cursos foram agregados por subáreas de formação em saúde, segundo os Referenciais Curriculares Nacionais da Educação Profissional de Nível Técnico do Ministério da Educação; e os alunos são apresentados de acordo com o sexo, o turno escolar e a faixa etária.  

 

O estudo faz uma crítica a base de dados do Censo Escolar, por não se saber a cobertura de escolas que essa base abrange, e aponta para as seguintes questões: a grande concentração de estabelecimentos, cursos e alunos na região Sudeste do país; o caráter fundamentalmente privado do ensino técnico em saúde; a concentração de cursos técnicos na subárea de enfermagem; o expressivo contingente de mulheres nos cursos técnicos de saúde; que a maioria dos alunos estudam à noite, talvez por serem alunos que também trabalham; e que há uma tendência a ser verificada de uma formação tardia na área, pois 50% dos alunos matriculados estão na faixa etária entre 20 e 29 anos. O estudo conclui com uma série de recomendações com o objetivo de subsidiar a formulação e a implementação de políticas de formação profissional, que ressurge como pauta importante na agenda da saúde. 

Coordenação:

  • Júlio César França Lima - Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana da UERJ - jlima@fiocruz.br

 

Equipe do projeto:

  • Luciane Velasque - Mestre em Saúde Coletiva pelo IMS/UERJ
  • Mônica Vieira - Doutora em Saúde Coletiva pelo IMS/UERJ
  • Rita Elisabeth da Rocha Sório - Mestre em Saúde Publica
  • Renata Reis - Mestre em Saúde Pública pela ENSP/FIOCRUZ
  • Valdemar de Almeida Rodrigues - Especialista em Saúde Coletiva

 

Bolsistas:

  • Giseli Nogueira Damacena – Graduanda em Estatística pela UERJ



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