Os técnicos em saúde na luta pela saúde da mulher

Realizado na Holanda em 1984, o IV Encontro Internacional Mulher e Saúde instituiu o 28 de maio como Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher. A decisão objetivou chamar a atenção e conscientizar as sociedades a respeito da importância da saúde feminina e desafios enfrentados pelas mulheres, dentre eles a mortalidade materna e a falta de acesso a cuidados com a saúde. Além de promover ações que melhorem a qualidade de vida.

Há doenças que atingem quase que exclusivamente a população feminina. Dentre elas estão a Síndrome de Ovário Policístico (SOP), Endometriose e Candidíase. Já outras, embora também sejam registradas em homens, são mais comuns ao público feminino, como câncer de mama - o tipo de câncer mais comum para elas - e o Papilomavírus Humano (HPV).

No Brasil, em que nesta data também se celebra o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres (PNAISM) objetiva “promover a melhoria das condições de vida e saúde das mulheres brasileiras, mediante a garantia de direitos legalmente constituídos e ampliação do acesso aos meios e serviços de promoção, prevenção e assistência e recuperação da saúde em todo o território brasileiro; contribuir para a redução da morbidade e mortalidade feminina no Brasil, especialmente por causas evitáveis, em todos os ciclos de vida e nos diversos grupos populacionais, sem discriminação de qualquer espécie; ampliar, qualificar e humanizar a atenção integral à saúde da mulher no Sistema Único de Saúde (SUS)”. 

Os profissionais técnicos em saúde têm participação decisiva na luta pela saúde da mulher, dentro e fora dos equipamentos do SUS. Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias atuam na prevenção e promoção à saúde, seja de deonças crônicas (como o câncer de mama) seja das infectocontagiosas (como a infecção por HPV).

Técnicos em Gestão em Saúde podem avaliar e implementar políticas públicas, técnicos de Enfermagem preparam o paciente para consultas, exames, tratamentos e cirurgias. No combate à mortalidade materna, mesmo categorias em luta por profissionalização - como as parteiras, por exemplo - e doulas não só realizam partos, também visitam domicílios periodicamente, assistindo pacientes. 

 

Texto: Paulo Schueler. Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil.