O trabalho técnico e o Dia Mundial da Saúde

Neste 7 de abril se comemora o Dia Mundial da Saúde. A data marca a criação da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1948, processo que contou com a participação decisiva do Brasil, como demonstra matéria publicada pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio. Promovido deste então anualmente pela OMS, a data busca, conscientizar sobre questões importantes de saúde global e promover ações para melhorar a saúde das pessoas mundialmente. Em 2026, o tema escolhido foi “Juntos pela ciência”.

No lançamento da campanha, o diretor-geral da OMS Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que “A ciência é uma das ferramentas mais poderosas da humanidade para proteger e melhorar a saúde”. De acordo com ele, “as pessoas em todos os países vivem, em média, vidas mais longas e saudáveis ​​hoje do que seus ancestrais, graças ao poder da ciência. Vacinas, penicilina, teoria dos germes, máquinas de ressonância magnética e o mapeamento do genoma humano são apenas algumas das conquistas que a ciência proporcionou e que salvaram vidas e transformaram a saúde de bilhões de pessoas”.

Ao mesmo tempo, a OMS afirma que "as ameaças à saúde continuam a crescer, impulsionadas pelos impactos climáticos, pela degradação ambiental, pelas tensões geopolíticas e pelas mudanças demográficas. Esses desafios incluem doenças persistentes e sistemas de saúde sobrecarregados, bem como doenças emergentes com potencial epidêmico ou pandêmico". A entidade também afirma que estes desafios são enfrentados não apenas pela figura clássica do cientista ou do pesquisador. A força de trabalho global em saúde também lida com esses desafios em sua rotina, "desempenhando um papel vital na construção da resiliência das comunidades e dos sistemas de saúde para responder a desastres causados ​​por riscos naturais ou antrópicos, bem como a riscos e perigos ambientais, tecnológicos e biológicos relacionados".

Levantamento da OMS estima que 67% da força de trabalho da saúde e da assistência social é composta por mulheres, e que "investir nessa força de trabalho representa uma oportunidade para criar oportunidades de emprego decente, em particular para mulheres e jovens". Esta força de trabalho, na maior parte dos países de renda baixa e média, é composta por trabalhadores técnicos. Também sugere uma escassez de 11 milhões de profissionais de saúde até 2030, principalmente dentre este mesmo perfil de renda, embora "países em todos os níveis de desenvolvimento socioeconômico enfrentem, em graus variados, dificuldades na educação, emprego, alocação, retenção e desempenho de sua força de trabalho".

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), escritório regional da OMS para as Américas, criou recentemente página espefífica sobre os técnicos em saúde, medida de valorização desta força de trabalho essencial para a saúde global, fato que contou com a colaboração indireta deste Observatório dos Tecnicos em Saúde por ter surgido a partir dos resultados da primeira etapa de pesquisa “Recursos humanos para a saúde no pós-COVID-19: Fortalecendo as capacidades para sistemas de saúde resiliente”. Em seu Campus Virtual, repetiu o feito com a publicação de Dashboard em PowerBI para organizaçaõ  de dados sobre técnicos em saúde, e infográficos com dados sobre Perfil dos técnicos usuários do Campus Virtual de Saúde Pública da Opas/OMS 2018-2023, além do Perfil dos países com maior quantidade de usuários técnicos no CVSP no pós-pandemia 2022 - 2023. Há a disponibilização de dados nacionais específicos de ArgentinaColômbiaChileEquador México, além da síntese interativa Os técnicos de saúde no Campus Virtual de Saúde Pública e o Informe final Os técnicos de saúde no Campus Virtual de Saúde Pública.

Neste 7 de abril, o Observatório dos Técnicos em Saúde saúda a OMS, seu escritório regional nas Américas e os trabalhadores que implementam suas ações em todo o planeta. Saúda fundamentalmente a maior parte desta força de trabalho, os técnicos em saúde, por sua contribuição cotidiana pela promoção da saúde pública em todo o mundo.

 

Texto: Paulo Schueler. Foto: Uka Borregaard / OMS